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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

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Acolher crianças transforma vidas e gera novos laços de amor

Histórias de dedicação e apoio mostram a importância do acolhimento familiar em Porto Velho

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Por Pronto Falei PVH
Acolher crianças transforma vidas e gera novos laços de amor
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“Eu me sinto feliz quando posso fazer algo por alguém. Acolher uma criança é um gesto de amor que transforma não só a vida dela, mas a nossa também”. Assim expressa Nazaré Melo, aposentada e mãe acolhedora, que atualmente cuida de um bebê de apenas três meses. O pequeno, que chegou diretamente da UTI em condições frágeis, encontrou em Nazaré proteção, afeto e um novo lar.

“No começo, você não conhece a história da criança e sofre junto com ela. Vem com sequelas, com dores, e a gente sofre também. Mas cada cuidado é uma vitória”, relata Nazaré. A adaptação à nova rotina exigiu dedicação total: “Você para tudo para cuidar do bebê. Vive a vida dele. As primeiras noites foram difíceis, muito choro e insegurança”.

Com o suporte da equipe técnica da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), Nazaré aprendeu a cuidar do bebê com segurança. “A orientação deles é fundamental. Não estamos sozinhos, a equipe acompanha de perto, e isso traz muita segurança”, destaca.

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Outro relato emocionante é o de Linda Cristina, funcionária pública que acolheu três irmãos — uma menina de 14 anos e dois meninos, de 12 e 7 anos. “Sempre quis ajudar crianças invisíveis para a sociedade. Quando eles chegaram, foi uma surpresa, mas acredito que foi um propósito de Deus”, afirma.

A adaptação dos irmãos não foi simples: “As primeiras semanas foram uma loucura. Eles não tinham noção de família, regras ou rotina. Com o apoio da equipe, hoje estão 100% adaptados: frequentam escola, têm alimentação regular e participam de passeios”.

Um momento marcante para Linda foi o primeiro pedido de abraço dos meninos, sinal de que estavam se sentindo seguros. Para manter a unidade familiar, regras e rotina estruturada foram essenciais para que aprendessem a respeitar e conviver em harmonia.

“Ser família acolhedora não exige muito além da vontade de ajudar o próximo. Quem abre o coração descobre um mundo novo”, afirma Linda Cristina.

De acordo com Poliana Miranda, diretora do Departamento de Proteção Social Especial (DPSE/Semias), o serviço oferece suporte integral às famílias acolhedoras.

“O processo começa com o cadastro na Semias, onde fornecemos todas as informações necessárias e acompanhamento constante, incluindo equipe técnica, assistentes sociais, psicólogos e suporte 24 horas. As crianças também recebem cuidado integral”, explica.

O acolhimento familiar substitui o envio das crianças em situação de abandono a instituições, proporcionando lares acolhedores até que a Justiça defina a situação definitiva.

Poliana convida: “Se você sente esse chamado no coração, venha conversar conosco. Muitas pessoas se perguntam: por que não fiz isso antes? Ser família acolhedora transforma vidas”.

As famílias interessadas devem procurar a Semias, localizada na Avenida Pinheiro Machado, 1718, bairro São Cristóvão, ou entrar em contato pelo WhatsApp (69) 98473-6021. Ao se cadastrar, recebem orientação completa, acompanhamento contínuo e apoio da equipe técnica. Embora o acolhimento seja temporário, os laços de afeto formados duram para sempre.

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