A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) declarou situação de escassez nos rios Juruá, Purus, Acre e Iaco, que cortam os estados do Acre e do Amazonas. As nascentes desses cursos d’água ficam no Peru, e todos vêm registrando chuvas abaixo da média desde o ano passado.
A decisão foi aprovada na última quinta-feira (21) e publicada nesta segunda-feira (25) no Diário Oficial da União. A medida vale até 31 de outubro e busca mapear os impactos da queda do nível dos rios, além de propor ações emergenciais para reduzir prejuízos.
Entre as medidas previstas, está a possibilidade de que reguladores e concessionárias de saneamento adotem tarifas diferenciadas para cobrir custos extras provocados pela seca. A resolução também alerta usuários para a necessidade de gerir melhor os recursos hídricos e agiliza o processo de reconhecimento de calamidade pública por parte do governo federal, permitindo que estados e municípios afetados tenham acesso mais rápido a auxílios da União.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) já havia apontado déficit de chuvas na região desde 2023. Projeções do próprio instituto e do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia) indicam que as precipitações continuarão abaixo da média até outubro, prolongando a crise hídrica nas bacias atingidas.
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