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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Saúde

Anvisa prioriza vacina de dengue do Butantan e aposta em inteligência artificial para acelerar análises

Agência prevê decisão sobre o registro do imunizante na primeira quinzena de novembro e anuncia uso de IA para reduzir prazos pela metade

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Anvisa prioriza vacina de dengue do Butantan e aposta em inteligência artificial para acelerar análises
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou nesta sexta-feira (7) que a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan está em processo prioritário de análise. Segundo o diretor Daniel Pereira, o estudo técnico do imunizante exigiu “muitas horas de discussão” com especialistas externos, em razão da complexidade dos dados apresentados.

A expectativa é que o registro e a autorização da vacina sejam concluídos até a primeira quinzena de novembro, podendo haver “alguns dias de atraso” no cronograma. A Anvisa informou ainda que não há pedidos de registro de outros imunizantes contra a dengue em avaliação por parte de outros laboratórios.

IA para acelerar filas de análise

Durante o mesmo evento, diretores da agência anunciaram que a Anvisa pretende implantar ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para reduzir em até 50% o tempo de análise de medicamentos e produtos biológicos.

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O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, explicou que a medida busca enfrentar o crescimento de 10% ao ano nas solicitações de novos registros. Atualmente, a fila inclui cerca de 1,1 mil medicamentos sintéticos e 100 produtos biológicos, com alguns processos levando até três anos para serem concluídos.

Com o uso de IA e novas estratégias de gestão, a meta é cumprir o prazo legal de um ano para todas as análises até dezembro de 2026.

Investimento para inovação

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou, em vídeo, um aporte de R$ 25 milhões para o desenvolvimento das ferramentas de inteligência artificial da Anvisa.

De acordo com Padilha, o investimento tem como objetivo agilizar o acesso a novos medicamentos, melhorar a qualidade das avaliações e estimular a inovação no setor farmacêutico brasileiro, fortalecendo a capacidade regulatória do país e atraindo novos investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

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