Um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) revela que a Associação de Assistência Social à Pensionistas e Aposentados (AASPA) utilizou validações biométricas de empresas como Uber, Serasa, Sicoob e Caixa para cadastrar novos filiados, mesmo sem contratos formais com essas instituições. A suspeita é de que as empresas também tenham sido alvos indiretos do esquema fraudulento.
Segundo o documento, encaminhado à CPMI do INSS, a AASPA, presidida por Anderson Ladeira Viana, ex-gerente do banco BMG, realizou assinaturas de novos associados por meio da Dataqualify, empresa também ligada a Viana. Além disso, a associação contratou a Deltafox para validar biometrias de aposentados e realizar descontos de mensalidades associativas diretamente na folha de pagamento.
Em uma amostragem de 3,7 mil CPFs consultados junto ao Serpro, entre junho de 2024 e janeiro de 2025, a CGU identificou 103 tentativas de inclusão de novos filiados, sendo que apenas 12 foram validadas corretamente, sem o uso da Deltafox.
O caso integra a investigação que resultou na demissão do ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), e do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e segue sob análise da CPMI para apuração completa do esquema de fraudes bilionárias.
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