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Sexta-feira, 05 de Junho de 2026

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Atingidos pelo crime da Vale denunciam paralisação da assessoria técnica e retrocessos na reparação em Brumadinho

Falta de apoio das instituições de Justiça ameaça o atendimento de mais de 100 mil pessoas e agrava a vulnerabilidade das comunidades atingidas

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Por Pronto Falei PVH
Atingidos pelo crime da Vale denunciam paralisação da assessoria técnica e retrocessos na reparação em Brumadinho
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Mais de 100 mil pessoas atingidas pelo rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG), vivem um novo momento de insegurança e abandono. A Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (Aedas), responsável pela Assessoria Técnica Independente (ATI) que acompanha as comunidades, anunciou a possível demissão de mais de 100 funcionários, devido à falta de colaboração das instituições de Justiça.

A situação compromete diretamente o processo de reparação socioeconômica, uma vez que a paralisação da assessoria restringe o direito à informação e à participação das comunidades atingidas. O quadro se agrava com o fim do Programa de Transferência de Renda, única política que assegurava o combate à fome, à miséria e a continuidade de tratamentos de saúde de cerca de 164 mil pessoas.

Atingidos pedem socorro ao Judiciário

Desde março, os atingidos tentam, por meio de uma ação coletiva, garantir o auxílio emergencial previsto na Política Nacional dos Atingidos (Lei 14.755/2023). No entanto, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu a decisão que concedia o benefício e vem adiando o julgamento há seis meses, deixando as comunidades em situação de extrema vulnerabilidade.

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Caso fosse implementado, o auxílio beneficiaria mais de 164 mil pessoas que vivem próximas ao Rio Paraopeba, à Represa de Três Marias e em Brumadinho.

Jornada de luta e mobilização

Diante do impasse, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) anunciou uma Jornada de Lutas em defesa da reparação integral. As mobilizações começam ainda em outubro, com atos em Belo Horizonte, e culminam em uma manifestação nacional no dia 5 de novembro de 2025 — data que marca 10 anos do crime da Vale em Mariana e 7 anos da tragédia de Brumadinho.

“Estamos diante de um novo ciclo de violações. A fome, o desemprego e a omissão institucional transformam o processo de reparação em mais uma injustiça para quem já perdeu tudo”, afirmaram representantes do MAB.

A paralisação da assessoria técnica e a suspensão dos auxílios reacendem o alerta sobre o desmonte das políticas de reparação e o risco de invisibilidade social das comunidades atingidas.

 
 
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