O Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, após identificar graves indícios de desequilíbrio financeiro, falta de liquidez e possíveis irregularidades na condução das atividades da instituição.
Segundo o órgão regulador, o banco vinha captando recursos de forma agressiva por meio de depósitos e CDBs com altas taxas de retorno, estratégia que levantou dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo. Parte desses valores teria sido aplicada em ativos de risco elevado ou de baixa liquidez, abrindo um rombo entre as obrigações do banco e sua capacidade de pagamento.
A situação se agravou após o BC rejeitar, em setembro de 2025, a proposta de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília. A partir dali, as apurações ganharam força, especialmente diante das investigações da Polícia Federal que miram suposta gestão fraudulenta, emissão de títulos sem lastro e práticas irregulares envolvendo a instituição e seus controladores.
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Com a liquidação, todas as operações do banco ficam interrompidas. Clientes com depósitos, CDBs ou contas devem verificar se seus produtos estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura até R$ 250 mil por CPF por instituição, conforme as regras de proteção. Valores acima desse limite entram na fila de credores e dependem do andamento do processo, que pode levar anos e não garante recuperação integral.
Apesar da gravidade do caso, o Banco Central afirma que não há risco imediato de contágio ao sistema financeiro, graças às salvaguardas regulatórias e aos mecanismos de liquidação existentes. Ainda assim, o episódio reforça o alerta para investidores e depositantes sobre a importância de avaliar o perfil de risco das instituições financeiras.
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