O senador Cid Gomes (PSB) reagiu com dureza à decisão do irmão, Ciro Gomes, de trocar o PDT pelo PSDB, partido que no Ceará está aliado ao PL de Jair Bolsonaro. Para Cid, a mudança de legenda representa um rompimento com a trajetória política histórica da família.
“Eu mantenho a minha coerência. Quem mudou foram eles. Mudar para se juntar a quem sempre fez mal ao Ceará não faz sentido”, declarou o senador durante conversa com aliados.
Críticas a André Fernandes e ruptura familiar
Cid criticou ainda o deputado federal André Fernandes (PL), que foi elogiado por Ciro como “jovem talento” durante sua filiação.
“Qual é o atributo que um rapaz desses tem? Eu não consigo me imaginar ao lado dele”, disse, afirmando que o comportamento do parlamentar revela “o nível da pessoa”.
O senador lamentou que o irmão não tenha tentado resolver conflitos dentro do PDT antes de sair do partido e criticou a postura de buscar apoio em grupos adversários:
“Roupa suja se lava em casa. Eu continuo onde sempre estive”, afirmou.
Impactos no cenário político do Ceará
A filiação de Ciro ao PSDB gerou repercussão imediata no cenário político cearense. O partido, aliado ao PL no estado, pode aproximar Ciro do grupo bolsonarista.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que avalia apoiar Ciro Gomes para o Governo do Ceará em 2026.
As declarações de Cid expõem não apenas uma crise familiar, mas também uma disputa por coerência política e liderança no campo progressista do estado.
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