Problemas no abastecimento dos ônibus escolares provocaram prejuízos a estudantes de distritos de Porto Velho e levaram a Câmara Municipal a cobrar esclarecimentos sobre a execução do contrato responsável pelo fornecimento de combustível.
A situação atingiu com maior intensidade o distrito de União Bandeirantes, onde alunos chegaram a ficar cerca de dez dias sem aulas devido à paralisação do transporte escolar nas linhas rurais.
O assunto foi debatido durante sessão da Câmara Municipal realizada na última segunda-feira (15). Segundo vereadores, a interrupção do serviço não estaria relacionada à falta de repasses por parte da Prefeitura, que mantém pagamentos à empresa Prime, contratada emergencialmente para gerenciar o abastecimento da frota por meio de cartões corporativos.
Conforme denúncias apresentadas durante os debates, a empresa estaria recebendo os valores do município, mas acumulando atrasos nos pagamentos aos postos de combustíveis credenciados nos distritos. Em alguns casos, os débitos teriam ultrapassado dois meses.
Diante da falta de pagamento, proprietários de postos teriam suspendido o fornecimento de combustível, comprometendo diretamente a circulação dos veículos escolares e prejudicando centenas de estudantes que dependem do transporte para chegar às escolas.
As reclamações também envolveram empresários responsáveis pela lavagem de veículos nos distritos de Jaci-Paraná e Ponta do Abunã, que relataram dificuldades semelhantes relacionadas a atrasos nos pagamentos.
Durante a discussão, parlamentares destacaram que os maiores impactos recaíram sobre famílias da zona rural, onde o transporte escolar é essencial para garantir o acesso dos alunos à educação.
Mesmo com a normalização do abastecimento em União Bandeirantes, os vereadores decidiram aprofundar a apuração dos fatos. Por unanimidade, foi aprovado o Requerimento nº 033, que convida o secretário municipal de Educação, Giordani Lima, fiscais do contrato e representantes da empresa responsável para prestarem esclarecimentos no plenário da Câmara.
O objetivo é entender as causas dos atrasos, verificar possíveis falhas na execução contratual e discutir medidas que impeçam novos transtornos à comunidade escolar dos distritos.
A empresa citada poderá apresentar sua versão sobre os fatos durante os esclarecimentos e eventuais manifestações oficiais.
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