O Ministério da Saúde aprovou cinco novas Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) envolvendo a futura Butantan Farma e empresas privadas, com o objetivo de ampliar a fabricação nacional de medicamentos estratégicos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A Butantan Farma é o novo nome da antiga Fundação para o Remédio Popular (Furp), cuja incorporação ao Instituto Butantan foi autorizada pela Assembleia Legislativa de São Paulo em 11 de novembro. O anúncio das novas PDPs ocorreu durante reunião plenária do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, realizada na segunda-feira (24), com a presença do ministro Alexandre Padilha.
Tratamentos estratégicos e foco em doenças raras, oncológicas e negligenciadas
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As novas parcerias permitem expandir a oferta de remédios de alta complexidade e importância clínica para o SUS, com foco em:
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Doenças raras: Ivacaftor (150 mg), para fibrose cística, e Tafamidis Meglumina (20 mg), para amiloidose.
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Câncer: Dasatinibe (20 mg e 100 mg), utilizado em leucemias, e Pazopanibe (200 mg e 400 mg), indicado para carcinoma de células renais.
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Doenças negligenciadas: O antirretroviral Dolutegravir 50 mg + Lamivudina 300 mg, usado no tratamento do HIV.
Investimento bilionário e retomada histórica das PDPs
Além das novas parcerias, o Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 15 bilhões no complexo industrial da saúde e a formalização de 31 novas PDPs, que irão fortalecer a capacidade nacional de produzir medicamentos e vacinas essenciais para o SUS.
A seleção de novos projetos — interrompida desde 2017 — foi retomada com recorde de participação: 147 propostas foram inscritas no chamamento público, demonstrando forte interesse da indústria em colaborar com a expansão da produção pública.
Empresas parceiras da Butantan Farma
As novas PDPs contarão com a participação de empresas privadas que já atuam no setor farmacêutico e biotecnológico, entre elas:
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Cristália
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Prati-Donaduzzi
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Biocon Pharma
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Nortec
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Blanver
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Cyg Biotech
As parcerias incluem transferência de tecnologia ao país, fortalecendo a autonomia brasileira na fabricação de medicamentos estratégicos e reduzindo a dependência de importações.
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