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Sexta-feira, 05 de Junho de 2026

Política

Governo volta a discutir uso da GLO após operação violenta no Rio de Janeiro

Medida que autoriza atuação das Forças Armadas em segurança pública pode ser solicitada por estados, mas depende de decisão presidencial

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Por Pronto Falei PVH
Governo volta a discutir uso da GLO após operação violenta no Rio de Janeiro
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Após a operação policial no Rio de Janeiro, marcada por intensa violência e elevado número de mortos, voltou ao debate a possibilidade de decretação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) — instrumento que permite o uso das Forças Armadas em ações de segurança pública em situações excepcionais.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta quarta-feira (30) que o governador Cláudio Castro não solicitou a aplicação da medida para a operação desta semana. Caso o pedido chegue ao governo federal, a decisão final caberá ao Presidente da República.

O que é a GLO

A Garantia da Lei e da Ordem é um mecanismo previsto no artigo 142 da Constituição Federal, regulamentado pela Lei Complementar 97/1999 e pelo Decreto 3.897/2001. Ela concede aos militares, de forma temporária, poderes semelhantes aos da polícia para restabelecer a ordem pública e proteger a população e o patrimônio.

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A GLO pode ser decretada apenas pelo Presidente da República, seja por iniciativa própria, seja a pedido de um dos Poderes ConstitucionaisSTF, Senado Federal ou Câmara dos Deputados — ou de um governador de Estado.

Quando é usada

A medida é adotada em casos de esgotamento dos instrumentos tradicionais de segurança, quando há risco real à ordem pública. Uma vez decretada, o planejamento das ações passa a ser conduzido no âmbito da Segurança Integrada, com participação de diferentes órgãos, como o Poder Judiciário, Ministério Público e forças policiais.

Durante o período da GLO, a autoridade militar designada assume o comando operacional das operações, coordenando as forças de segurança envolvidas.

Últimas aplicações

A última GLO foi decretada em novembro de 2024 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para garantir a segurança das comitivas internacionais durante a cúpula do G20, no Rio de Janeiro.

Antes disso, entre novembro de 2023 e junho de 2024, as Forças Armadas atuaram em portos e aeroportos estratégicos — como Santos e Guarulhos — em uma operação de combate ao crime organizado e ao tráfico internacional de drogas.

Com o agravamento da violência recente no Rio, especialistas e autoridades voltam a discutir se o uso da GLO poderia restabelecer a ordem ou aumentar a militarização da segurança pública no país.

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