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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Política

Hugo Motta e Alexandre de Moraes discutem combate ao crime e letalidade policial no STF

Reunião tratou do PL Antifacção e das medidas da Corte para conter abusos em operações no Rio de Janeiro

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Por Pronto Falei PVH
Hugo Motta e Alexandre de Moraes discutem combate ao crime e letalidade policial no STF
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, participou nesta segunda-feira (10) de uma reunião no Supremo Tribunal Federal (STF) convocada pelo ministro Alexandre de Moraes para discutir segurança pública e enfrentamento ao crime organizado. O encontro também abordou a redução da letalidade policial, tema vinculado à ADPF das Favelas (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635).

Além de Motta e Moraes, participaram o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e os 27 procuradores de Justiça dos estados.

Após a reunião, Hugo Motta declarou em rede social que “o momento é de união das instituições contra o crime organizado”, defendendo maior cooperação entre os Poderes e os órgãos de segurança.

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Debate sobre o PL Antifacção

Entre os principais assuntos esteve o Projeto de Lei nº 5.582/2025 (PL Antifacção), também chamado de Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, que será votado nesta terça-feira (11) pela Câmara. O texto tem gerado divergências, especialmente após alterações feitas pelo relator que a Polícia Federal considera restritivas à sua autonomia investigativa.

Hugo Motta afirmou que a Câmara garantirá um debate amplo e transparente sobre o projeto, que é considerado prioritário pelo governo e pelo STF.

Medidas sobre a letalidade policial

O encontro também discutiu a execução das medidas previstas na ADPF das Favelas, ação em que o STF determinou regras para reduzir mortes em operações policiais no Rio de Janeiro. Moraes destacou a necessidade de controle efetivo do sistema penitenciário, planejamento conjunto das forças de segurança e combate ao fluxo financeiro das facções criminosas.

Mais cedo, o ministro havia ordenado que o governo do Rio envie os laudos de necrópsia e as imagens das câmeras corporais dos policiais que participaram da Operação Contenção, que resultou em mais de 120 mortes.

Com o avanço das discussões no STF e no Congresso, o foco das instituições é alinhar estratégias de repressão ao crime sem abrir mão da transparência e do controle legal das ações policiais.

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