O Real Madrid anunciou nesta quarta-feira (29) que o Tribunal Regional de Madri rejeitou os recursos apresentados pela Uefa, pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e pela LaLiga, confirmando que a entidade europeia agiu de forma contrária à legislação da União Europeia (UE) ao tentar impedir a criação da Superliga, competição separatista anunciada em 2021.
A decisão segue o entendimento do Tribunal de Justiça da União Europeia (CJEU), que em dezembro de 2023 já havia reconhecido que Uefa e Fifa violaram as regras de concorrência ao ameaçar sanções contra clubes envolvidos no projeto.
O Real Madrid, um dos 12 clubes fundadores da Superliga, afirmou que a sentença “abre caminho para pedidos de indenização substanciais pelos danos sofridos”, destacando que a Uefa abusou de sua posição dominante no futebol europeu.
Segundo o clube, não houve acordo com a entidade sobre propostas de governança mais transparente, sustentabilidade financeira e proteção da saúde dos jogadores. Apesar da vitória judicial, o tribunal alertou que a decisão ainda não é definitiva e pode ser recorrida ao Supremo Tribunal da Espanha.
Em nota, a Uefa informou que vai analisar a sentença antes de decidir os próximos passos, ressaltando que o resultado não valida o projeto original da Superliga nem altera as regras atuais para competições internacionais.
Desde 2021, apenas Real Madrid e Barcelona seguem apoiando a Superliga, após a retirada de clubes da Premier League e da Juventus.
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