O Ministério Público de Rondônia (MPRO) participou do XII Congresso da Rede Latino-Americana de Ministério Público de Meio Ambiente (RedeMPA), realizado na última sexta-feira (7/11), em Córdoba, na Argentina. Representaram o órgão o promotor de Justiça Pablo Hernadez Viscardi, coordenador do Núcleo de Combate ao Crime Ambiental (Nucam), e a promotora de Justiça Valéria Giumelli Canestrini, coordenadora do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema).
O evento reuniu membros do Ministério Público de diversos países da América Latina e do Caribe, que debateram políticas de governança ambiental e estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas.
Liderança nacional em redução de queimadas
Durante o painel “Governança Ambiental e Climática Multinível”, o promotor Pablo Viscardi apresentou os resultados do MPRO no combate a crimes ambientais na Amazônia, com destaque para a proteção das unidades de conservação e o enfrentamento aos incêndios florestais.
Segundo ele, Rondônia alcançou o primeiro lugar no país na redução de focos de incêndio em 2025, com uma queda superior a 90% entre janeiro e agosto, em comparação com o mesmo período de 2024. O estado também registrou redução de 33,61% no desmatamento entre agosto de 2024 e julho de 2025.
“Proteger a Amazônia significa atuar com coragem, inteligência e compromisso com as gerações futuras”, afirmou Viscardi.
Operações que marcaram a gestão ambiental
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Operação Mapinguari (2023): envolveu cerca de 300 servidores na desocupação do Parque Estadual Guajará-Mirim, restaurando o controle ambiental da área.
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Operação Temporã (2024): mobilizou mais de 200 agentes de diferentes órgãos, incluindo Ibama, Polícia Federal e Exército, resultando em redução de 95% dos focos de incêndio na mesma unidade de conservação.
Compromisso com o futuro da floresta
As ações do MPRO reforçam a importância da integração institucional, do uso de tecnologia e da fiscalização contínua como pilares do combate aos crimes ambientais. O trabalho desenvolvido em Rondônia foi reconhecido durante o congresso como referência de governança ambiental na Amazônia, reafirmando o compromisso do Ministério Público com a preservação da floresta e o direito constitucional ao meio ambiente equilibrado.
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