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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Saúde

Padilha defende debate sobre gravidez na adolescência em escolas e igrejas

Ministro afirma que reduzir desigualdade exige enfrentar tema com apoio de lideranças religiosas

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Padilha defende debate sobre gravidez na adolescência em escolas e igrejas
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o Brasil e a América Latina não conseguirão diminuir a desigualdade social sem enfrentar os altos índices de gravidez na adolescência. Para isso, defende que o tema seja tratado no mais alto nível político e discutido amplamente em escolas e, sobretudo, em espaços religiosos.

Padilha participou do evento Futuro Sustentável – Prevenção da Gravidez na Adolescência na América Latina e Caribe, promovido em Brasília pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).


Diálogo com lideranças religiosas

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Segundo o ministro, é impossível enfrentar o problema sem envolver a comunidade religiosa. “Não tem como enfrentar esse tema sem promover um profundo diálogo com as lideranças religiosas que estão em nossos territórios”, afirmou.

Ele ressaltou que igrejas e templos, de diversas denominações, são espaços de acolhimento para as populações mais vulneráveis e precisam estar incluídos no debate. “Sobretudo aquelas que tentam esconder o protagonismo e a importância das mulheres”, disse Padilha. O ministro também destacou a necessidade de levar o assunto para as escolas.


Contexto da gravidez na adolescência

Dados do UNFPA mostram que a América Latina e o Caribe têm a segunda maior taxa de fecundidade adolescente do mundo, atrás apenas da África Subsaariana. A cada 20 segundos, uma adolescente se torna mãe, totalizando cerca de 1,6 milhão de nascimentos por ano. No Brasil, 12% dos nascidos vivos são filhos de mães adolescentes.

Padilha enfatizou que a gravidez na adolescência, em geral, não é planejada. Segundo ele, muitas jovens engravidam por falta de acesso a informações, tecnologias e direitos básicos, incluindo proteção contra a violência. O fenômeno está diretamente relacionado à pobreza, evasão escolar e desigualdade de gênero.


Ações do Ministério da Saúde

Para enfrentar o problema, o Ministério da Saúde está reorganizando a atenção primária, incentivando profissionais a atuarem nos territórios, e ampliando o acesso a métodos contraceptivos. Entre as ações citadas estão:

  • Caderneta digital do adolescente;

  • Incorporação do implante contraceptivo Implanon ao SUS;

  • Autorização para que enfermeiros realizem o procedimento na atenção primária.

Padilha informou ainda que o tema será levado à reunião dos ministros da Saúde do Mercosul, presidida pelo Brasil neste semestre.

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