A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/AM) deflagrou nesta quinta-feira (6), em Manaus, a Operação Roque, que resultou na prisão de quatro advogados suspeitos de atuar em nome do Comando Vermelho (CV) dentro do sistema prisional do Amazonas. Segundo a Polícia Federal (PF), os profissionais serviam como elo entre as lideranças presas e o restante da facção, facilitando a troca de mensagens e a manutenção da estrutura criminosa.
Além das prisões, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em residências e escritórios, incluindo o local de trabalho de um contador já investigado na Operação Xeque-Mate, que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao grupo criminoso.
A Operação Roque é um desdobramento da Xeque-Mate, deflagrada em outubro, que por sua vez tem conexões com a Operação Torre, responsável por identificar o dono de parte de um carregamento de mais de duas toneladas de drogas apreendido em Manaus, em setembro de 2024.
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De acordo com a PF, os advogados investigados usavam suas prerrogativas profissionais para transportar bilhetes, repassar ordens e simular atos jurídicos que, na prática, serviam para encobrir comunicações ilícitas e movimentações financeiras da facção. Foram apreendidos equipamentos eletrônicos, mídias digitais, documentos e dinheiro em espécie, que agora passarão por análise pericial.
A Ficco/AM é composta por diversos órgãos de segurança pública, incluindo a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, Polícia Civil e Militar, e outros setores de inteligência e administração penitenciária.
Segundo a PF, o objetivo da operação é interromper o fluxo de comunicação entre líderes do CV e seus integrantes em liberdade, enfraquecendo a coordenação de represálias, pactos interestaduais e repasses ilícitos articulados pela organização criminosa.
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