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A investigação, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Federal, aponta que mais de 251 postos de combustíveis em quatro estados estão vinculados a 16 alvos da operação. O esquema apura lavagem de dinheiro, fraudes tributárias e estelionato que movimentaram cerca de R$ 8,4 bilhões.
Postos envolvidos
Os estabelecimentos licenciados pelo clube e agora sob suspeita são:
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Auto Posto Mega Líder Ltda / Auto Posto Timão Ltda (Avenida Líder, 2000)
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Auto Posto Mega Líder 2 Sociedade Unipessoal Ltda (Avenida São Miguel, 6337)
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Auto Posto Rivelino Ltda (Avenida Padre Estanislau de Campos, 151)
Ligação dos investigados
Documentos da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da Receita Federal revelam vínculos dos postos com três investigados do núcleo financeiro do PCC:
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Pedro Furtado Gouveia Neto – apontado como administrador de dezenas de postos ligados à rede de Mohamad Hussein Mourad, apontado como chefe do esquema. Ele aparece como associado ao Posto Rivelino.
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Himad Abdallah Mourad – primo de Mohamad e responsável por blindagem patrimonial e lavagem de capitais. Ele participa do quadro societário de mais de 100 postos ligados à família Mourad e consta como autorizado pela ANP no Posto Rivelino.
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Luiz Ernesto Franco Monegatto – citado pela Justiça como sócio em empresas de combustíveis e imóveis usados na lavagem de dinheiro. Ele está ligado aos postos Mega Líder e Mega Líder 2.
A Justiça aponta Mohamad Hussein Mourad como o principal articulador do esquema financeiro do PCC.
Posição do Corinthians
O Sport Club Corinthians Paulista afirmou, em nota, que não administra os postos citados e que apenas licencia sua marca mediante contrato.
“O Corinthians informa que não é o administrador responsável pelos postos de gasolina citados. Trata-se de um contrato de licenciamento de marca”, declarou o clube.
O clube também disse acompanhar “com máxima atenção o andamento das investigações” e afirmou que poderá adotar medidas jurídicas caso os contratos resultem em prejuízo à imagem da instituição. A sublicença vigente é válida até novembro de 2025.
O ex-presidente Duilio Monteiro Alves confirmou que o contrato existia antes de sua gestão, mas reconheceu ter assinado aditivos para autorizar o funcionamento das primeiras unidades. Segundo ele, os contratos incluem cláusulas de responsabilização e ressarcimento em caso de danos à imagem do clube.
Outras frentes de apuração
O MP-SP também apura indícios de infiltração do PCC em antigas administrações do clube, incluindo o aluguel de imóveis usados por jogadores pertencentes a supostos membros da facção.
A ANP identificou ainda uma inconsistência cadastral em um dos postos — onde a razão social registrada na Receita Federal (Auto Posto Mega Líder Ltda) difere da autorização de funcionamento na agência (Auto Posto Timão Ltda). A ANP informou que notificará a empresa para atualização imediata dos dados, sob pena de processo administrativo e possível revogação da licença.
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