Pronto Falei PVH – A Notícia Sem Rodeios

Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Rondônia

Produtores rurais denunciam erro técnico em demarcação e cobram suspensão de operações da Funai em Rondônia

APRON e FAPERON afirmam que ação federal destruiu propriedades tituladas pelo INCRA e exigem correção imediata do decreto da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau

Pronto Falei PVH
Por Pronto Falei PVH
Produtores rurais denunciam erro técnico em demarcação e cobram suspensão de operações da Funai em Rondônia
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A Associação dos Pecuaristas de Rondônia (APRON) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (FAPERON) manifestaram, nesta terça-feira (28), indignação com as ações da Funai, realizadas com apoio do Ibama e da Força Nacional, que resultaram na destruição de casas, cercas e benfeitorias de produtores rurais ao longo da BR-429, entre Alvorada do Oeste e São Miguel do Guaporé.

As entidades afirmam que as operações continuam mesmo após a Funai reconhecer oficialmente um erro técnico no processo de demarcação da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, registrado sob o número 08620.005461/2020-35.

Segundo o produtor Edson Afonso, representante dos sindicatos da região, o erro está relacionado ao Marco 26, previsto no Decreto nº 275/1991. As coordenadas, que deveriam indicar a nascente do Rio Norte e Sul, teriam sido digitadas incorretamente, deslocando o marco por quilômetros e invadindo áreas tituladas pelo INCRA.

Leia Também:

Um documento técnico da própria Diretoria de Proteção Territorial da Funai, datado de 10 de novembro de 2021, confirma o erro e recomenda a realocação do marco para o ponto correto. A Informação Técnica nº 12/2021/CGIIRC/DPT-Funai chegou a solicitar a correção do decreto de homologação, mas o ajuste nunca foi executado.

Nas reuniões de 2021 ficou acertado que a Funai corrigiria a localização, mas isso não aconteceu por falta de recursos”, relatou Edson.

Entidades cobram correção e legalidade

O presidente da APRON, Adélio Barofaldi, classificou como “inaceitável” a continuidade das operações em áreas com títulos legítimos emitidos pelo INCRA, mesmo diante do erro reconhecido pela própria Funai.
Permitir destruição sem correção técnica ou decisão judicial fere o princípio da legalidade e ameaça a segurança jurídica de todo o setor produtivo”, afirmou.

O presidente da FAPERON, Hélio Dias, lembrou que a federação acompanha o caso desde 2020, inclusive com reuniões em Brasília e junto à Diretoria de Proteção Territorial da Funai.
A omissão das instituições permitiu que famílias fossem punidas por um erro do próprio Estado”, criticou.

Reivindicações do setor

A APRON e a FAPERON pedem:

  • Suspensão imediata das operações na BR-429;

  • Abertura de sindicância interna para apurar responsabilidades;

  • Correção oficial do decreto de demarcação da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau;

  • Criação de um canal de diálogo institucional entre Funai, INCRA, Ministério da Justiça e representantes do agronegócio.

As entidades reforçaram apoio às famílias afetadas e reafirmaram o compromisso com a defesa da segurança jurídica, do direito de propriedade e do respeito às leis rurais em Rondônia.

Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!