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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Policial

Proposta de nova lei antiterrorismo pode enquadrar facções criminosas como terroristas

Projeto em debate no Congresso pretende ampliar definições de terrorismo e incluir ações de grupos como Comando Vermelho e PCC

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Por Pronto Falei PVH
Proposta de nova lei antiterrorismo pode enquadrar facções criminosas como terroristas
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Uma proposta de projeto de lei, apelidada de “PL do Terrorismo”, pretende reformular a legislação brasileira que define e pune o terrorismo. Atualmente, a Lei nº 13.260/2016 restringe-se a atos motivados por razões políticas, ideológicas ou discriminatórias, como xenofobia. A nova versão, segundo apuração da CNN Brasil, ampliaria significativamente o escopo de criminalização, permitindo enquadrar facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

O que muda

A proposta inclui como terrorismo atos praticados por grupos criminosos que busquem “intimidar ou influenciar políticas públicas, o governo ou a sociedade”. Na prática, isso retiraria determinadas ações — como ataques coordenados, bloqueios de vias e atentados contra autoridades — da esfera penal comum, aplicando penas mais severas e procedimentos processuais especiais típicos do combate ao terrorismo.

Por que CV e PCC foram citados

O relatório do projeto menciona expressamente o Comando Vermelho e o PCC como exemplos de grupos com atuação nacional e grande poder de intimidação social. A justificativa é que suas ações já ultrapassam o campo do tráfico e do crime patrimonial, interferindo diretamente na segurança pública e nas instituições do Estado.

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Debate e reações

A proposta divide opiniões. Autoridades e parlamentares defendem que há uma lacuna jurídica no enfrentamento do crime organizado de grande impacto, que justificaria a ampliação do conceito de terrorismo. Já especialistas em direito penal alertam para o risco de excessos e arbitrariedades, que poderiam levar à restrição de garantias individuais e ao uso político do termo “terrorismo”.

Consequências e riscos

Se aprovada, a lei permitirá o uso de instrumentos mais rigorosos contra facções, como investigações sigilosas, interceptações ampliadas e regime penal diferenciado. Por outro lado, juristas destacam que será necessário definir limites claros para o que constitui “ato terrorista”, evitando que o enquadramento ultrapasse o princípio da proporcionalidade e da tipicidade penal.

Equilíbrio entre segurança e direitos

O projeto representa uma mudança de paradigma na política de segurança pública brasileira. Embora busque fortalecer o combate às facções criminosas, seu avanço dependerá de garantir equilíbrio entre eficácia e proteção de direitos fundamentais, evitando que a nova lei se torne um instrumento de repressão ampla em detrimento das liberdades civis.

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