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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Policial

Relatório aponta que 97 dos 115 mortos em megaoperação no Rio tinham passagens pela polícia

Documento do governo fluminense detalha o perfil dos suspeitos mortos e indica que a maioria teria ligação com o Comando Vermelho

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Por Pronto Falei PVH
Relatório aponta que 97 dos 115 mortos em megaoperação no Rio tinham passagens pela polícia
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O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Polícia Civil, divulgou neste domingo (2) um relatório com o perfil de 115 dos 117 suspeitos mortos durante a megaoperação policial realizada em 28 de outubro, que também resultou na morte de quatro policiais.

O documento, apresentado pelo governo Cláudio Castro (PL), identifica os mortos que, segundo a versão oficial, “resistiram à abordagem policial”. Entre os 115 nomes, 97 possuíam antecedentes criminais, em sua maioria por tráfico de drogas. Em alguns registros, não há detalhamento das infrações cometidas, incluindo atos infracionais praticados quando menores de idade.

O levantamento também destaca 10 mortos sem passagens pela polícia, mas que, segundo o governo, teriam vínculo com o Comando Vermelho (CV), sustentado por imagens e publicações em redes sociais. Um dos casos citados é o de um jovem de 18 anos que, apesar de não ter histórico criminal, foi incluído por manter um perfil no Instagram sem fotos publicadas — o que, segundo o relatório, indicaria tentativa de apagar rastros digitais.

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Ainda de acordo com o governo, sete mortos não tinham registros criminais nem dados em redes sociais, e há um caso sem qualquer informação disponível. Além disso, dois laudos do Instituto Médico-Legal (IML) foram inconclusivos, impossibilitando a identificação dos corpos.

O relatório aponta que mais de 95% dos mortos tinham ligação comprovada com o Comando Vermelho, e 54% eram de outros estados. Entre as origens identificadas estão Pará (19), Bahia (12), Amazonas (9), Goiás (9), Ceará (4), Espírito Santo (3), Paraíba (2), Maranhão (1), Mato Grosso (1), São Paulo (1) e Distrito Federal (1).

O governo não esclareceu quantos dos mortos eram alvos diretos da operação, mas confirmou que nenhum constava na lista inicial de procurados.

A megaoperação, considerada uma das maiores da história do estado, permanece sob investigação e tem sido criticada por organizações de direitos humanos, que questionam a alta letalidade e a falta de transparência nos critérios de atuação das forças de segurança.

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