O 12º Congresso Nacional de Profissionais (CNP), realizado nos dias 10 e 11 de outubro em Vitória (ES), reuniu cerca de 500 delegados de todo o Brasil para debater temas estratégicos em Engenharia, Agronomia e Geociências. Entre as 54 Propostas Nacionais Sistematizadas (PNS) aprovadas, 14 abordam saneamento básico e acesso à água potável, destacando-se como eixo central do congresso.
O engenheiro civil Dilcionir Panatto, do Crea-RO, delegado eleito por Cerejeiras, teve sua proposta sobre saneamento básico aprovada em todos os grupos de trabalho e na plenária nacional. “Fui eleito em Cerejeiras, a proposta passou por Porto Velho e acabou sendo selecionada para o Congresso Nacional. Ela trata de um dos principais eixos do CNP: o saneamento básico”, afirmou Panatto.
A iniciativa levou em consideração o novo marco legal do saneamento (Lei nº 14.026/2020), que estabelece metas de universalizar o acesso até 2033, atingindo 99% da população com água potável e 90% com esgoto tratado. Segundo Panatto, o investimento previsto é de R$ 509 bilhões, mas apenas R$ 100 bilhões foram aplicados nos últimos quatro anos, reforçando a necessidade de ações mais coordenadas, incluindo Parcerias Público-Privadas (PPPs) para municípios menores.
O exemplo de Cerejeiras, onde a gestão do serviço de água e esgoto enfrenta dificuldades, evidencia a importância de maior eficiência e parcerias com a iniciativa privada para garantir resultados à população.
O Crea-RO também participou com outras propostas, que foram compiladas junto a sugestões de outros estados, ampliando a representatividade de Rondônia no CNP 2025. “O Crea participou com êxito no Congresso Nacional de Profissionais, e uma das propostas originadas em Rondônia foi aprovada na temática de saneamento básico. Outras propostas nossas foram compiladas com sugestões semelhantes de outros estados, mostrando nossa atuação em quase todas as ações”, destacou o presidente do Crea-RO, Eng. Edison Rigoli.
Além do saneamento básico, o congresso aprovou iniciativas em gestão de resíduos sólidos, saneamento em comunidades ribeirinhas e rurais, tecnologias sustentáveis em comunidades de baixa renda, drenagem urbana, redução de perdas de água, planejamento energético, cidades resilientes e formação técnica para cargos públicos.
A Carta Declaratória do CNP, aprovada por unanimidade, reforçou o papel do congresso como espaço para soluções concretas à sociedade, aproximando Engenharia, Agronomia e Geociências da população. A votação final, realizada digitalmente, aprovou mais 8 propostas nacionais, rejeitou 3 e aprovou uma moção de apoio à 1ª Conferência Nacional de Engenharia, incentivando jovens a escolherem a profissão.
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