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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Porto Velho

TCE-RO aponta avanços, mas identifica falhas graves em três hospitais de Porto Velho

Relatórios destacam melhorias estruturais, mas revelam superlotação, falta de profissionais, insumos e equipamentos essenciais

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Por Pronto Falei PVH
TCE-RO aponta avanços, mas identifica falhas graves em três hospitais de Porto Velho
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Durante fiscalizações realizadas neste sábado (18) no Hospital de Base, na Assistência Médica Intensiva (AMI) e no Hospital João Paulo II, o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) identificou melhorias nos serviços de saúde, porém constatou problemas graves que exigem solução urgente. As visitas fazem parte do Programa Permanente de Fiscalização da Saúde, que une rigor técnico e escuta humanizada.


Hospital de Base: estrutura renovada, mas com falhas que comprometem atendimentos

Os fiscais observaram ambientes limpos, organização e cumprimento dos protocolos de higienização. Pacientes e acompanhantes elogiaram as condições de acomodação e a presença dos auditores.

No entanto, foram detectados problemas críticos:

Leia Também:

  • Setores desativados por falta de profissionais;

  • Equipamentos quebrados;

  • Falta de insumos básicos;

  • Farmácias com abastecimento irregular.

Essas falhas têm atrasado cirurgias, prolongado internações e elevado o risco de infecções hospitalares.


Hospital João Paulo II: superlotação e escassez de insumos continuam

Apesar de melhorias pontuais, como reformas em enfermarias e entrega de materiais para exames, a unidade ainda enfrenta:

  • Superlotação de pacientes;

  • Falta de médicos de sobreaviso;

  • Tomógrafos, ultrassons e aparelhos de raio-X com defeitos;

  • Problemas elétricos na UTI;

  • Falta de medicamentos e insumos básicos.

O hospital é referência para casos graves e recebe pacientes de outros estados, o que exige atenção redobrada.


AMI: avanços parciais, mas infraestrutura e equipe ainda são insuficientes

Na Assistência Médica Intensiva foram observadas melhorias, como a retirada de entulhos e organização de fios. Entretanto, persistem desafios:

  • Escala de plantão com número insuficiente de profissionais;

  • Banheiros deteriorados e materiais armazenados de forma inadequada;

  • Equipamentos essenciais, como ventiladores mecânicos e impressoras de raio-X, sem funcionamento;

  • Falhas na higienização e descarte inadequado de materiais.


Compromisso com melhorias

O TCE-RO vai encaminhar relatórios técnicos com recomendações à gestão estadual. A intenção é transformar os apontamentos em ações concretas, garantindo melhor atendimento à população e condições adequadas de trabalho aos profissionais da saúde.

“Ouvimos pacientes e profissionais e verificamos se medidas anteriores foram cumpridas para assegurar a qualidade dos serviços”, destacou o auditor de Controle Externo, Wesler Neves.

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