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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Policial

Ativistas denunciam operação no Rio como massacre e cobram responsabilização do governo

Lideranças comunitárias e movimentos sociais repudiam a Operação Contenção, que pode ter deixado mais de 130 mortos nos Complexos da Penha e do Alemão

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Por Pronto Falei PVH
Ativistas denunciam operação no Rio como massacre e cobram responsabilização do governo
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Ativistas e lideranças comunitárias classificaram a Operação Contenção, realizada no Rio de Janeiro, como uma “chacina” e um “massacre” promovidos pelas forças de segurança. A ação, considerada a maior no estado em 15 anos, vem sendo duramente criticada por moradores e defensores dos direitos humanos.

O empreendedor social Raull Santiago, do Complexo do Alemão, foi um dos primeiros a divulgar imagens e relatos da retirada de mais de 60 corpos de uma área de mata no Complexo da Penha.

“Essa é a face da cidade maravilhosa. […] A desigualdade grita, o poder direciona o seu ódio e traz, na prática mais brutal possível, o seu recado”, escreveu Santiago em suas redes.

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Contagem de mortos e críticas à política de segurança

Na terça-feira (28), o balanço oficial indicava 64 mortes, incluindo quatro policiais. Contudo, moradores afirmam que ao menos 70 corpos adicionais foram retirados de regiões de mata. Se confirmado, o total de mortos pode ultrapassar 130 pessoas, tornando a ação a mais letal da história do estado.

Santiago criticou o padrão das operações em favelas:

“Tanto essas execuções quanto as mortes de policiais são marcos da ineficiência da política de segurança no Rio. A favela continua sendo tratada como território inimigo.”

Denúncias de falência e genocídio

O presidente da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, que acompanhou a remoção dos corpos, pediu a responsabilização do governador Cláudio Castro.

“As causas desse problema social já são conhecidas, mas medidas óbvias nunca são implementadas. Falta vontade política”, afirmou.

Em contraponto, o governador Cláudio Castro defendeu a operação, alegando planejamento de seis meses, investigação prévia e autorização judicial.

Já a Federação das Associações de Favelas do Rio de Janeiro (Faferj) divulgou uma carta pública repudiando o “massacre dos Complexos da Penha e do Alemão”. O documento denuncia uma “política de segurança pública falida e genocida” e exige a desmilitarização das abordagens policiais, além da construção de novas políticas baseadas em educação, emprego, lazer e moradia.

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