O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou um Inquérito Civil para investigar práticas abusivas do Bradesco em Rondônia, após denúncia formal do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado (SEEB-RO), apresentada em 9 de setembro de 2025.
O documento, assinado pela presidenta Ivone Colombo da Silva e pelo advogado Elton José Assis, relata demissões em massa, inclusive de trabalhadores com estabilidade acidentária, assédio moral contra empregados adoecidos e metas abusivas que estariam levando ao adoecimento físico e mental dos bancários.
O procurador do Trabalho responsável determinou a abertura do inquérito em 17 de setembro, apontando indícios de violação de direitos fundamentais e da dignidade da pessoa humana. A investigação também abrangerá possíveis casos de discriminação por motivo de doença, assédio psicológico e falta de igualdade de oportunidades nas relações laborais.
O Bradesco foi intimado a apresentar, no prazo de 15 dias, a lista de empregados demitidos nos últimos seis meses e a relação das agências encerradas no estado no mesmo período.
De acordo com o SEEB-RO, o cenário local reflete uma política nacional de enxugamento de quadros, mesmo diante de lucros bilionários — R$ 11,9 bilhões apenas no primeiro semestre de 2025.
“Os bancários do Bradesco estão sendo levados ao limite, adoecendo sob metas impossíveis e vivendo sob constante medo de perder o emprego”, afirmou Ivone Colombo.
O sindicato reforçou que continuará acompanhando o andamento do inquérito e, caso as irregularidades sejam comprovadas, o MPT poderá adotar medidas judiciais e extrajudiciais, incluindo o ajuizamento de uma Ação Civil Pública.
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