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Sexta-feira, 05 de Junho de 2026

Policial

Polícia Federal desarticula grupo que extorquia empresário no Rio de Janeiro

Três policiais federais e um militar são investigados por exigir pagamentos mensais e fornecer documentos falsos em troca de proteção

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Polícia Federal desarticula grupo que extorquia empresário no Rio de Janeiro
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6/11), a Operação Mundemus, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida em extorsões reiteradas contra um empresário no estado do Rio de Janeiro. A ação contou com o apoio do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ).

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e aplicadas medidas cautelares contra os suspeitos nas regiões de Jacarepaguá, Barra da Tijuca, Tijuca, Penha e Niterói. Entre as determinações judiciais estão o afastamento das funções públicas, a revogação de acessos a sistemas institucionais, entrega de armas e distintivos, além da proibição de contato entre os investigados e restrição de saída do país.

Durante as buscas na residência do empresário, em Jacarepaguá, os agentes encontraram uma arma de fogo, munições, uma carteira funcional falsificada da PF, um distintivo da corporação e um veículo blindado com sirene e giroflex, o que resultou em prisão em flagrante.

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A investigação teve origem a partir de provas obtidas na Operação Cash Courier, deflagrada em março, que apurava o tráfico internacional de armas comandado por um policial federal aposentado. A análise dos dados revelou um segundo grupo criminoso, formado por três policiais federais e um policial militar, que cobrava pagamentos mensais em troca de não instaurar inquérito policial contra o empresário.

Os investigadores descobriram ainda que os agentes forneciam documentos falsos da PF, permitindo que o empresário se passasse por integrante da corporação.

Os envolvidos foram indiciados por organização criminosa, extorsão majorada, falsidade ideológica, falsificação de documento público e violação de sigilo funcional. A ação foi acompanhada pela Corregedoria da PMERJ, que fiscalizou o cumprimento das medidas impostas ao policial militar.

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