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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Justiça

Supremo mantém condenação de Jair Bolsonaro e rejeita recursos na ação da trama golpista

Primeira Turma do STF confirma penas de 27 anos e três meses ao ex-presidente e abre caminho para o trânsito em julgado do processo

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Por Pronto Falei PVH
Supremo mantém condenação de Jair Bolsonaro e rejeita recursos na ação da trama golpista
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve, nesta sexta-feira (7), a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, além de outros seis réus, no processo que apura a trama golpista.

Por unanimidade (4 votos a 0), os ministros rejeitaram os embargos de declaração — recursos apresentados pelas defesas com o objetivo de reverter ou modificar as sentenças e evitar a execução das penas em regime fechado.

Sem novo recurso ao plenário

O placar original, de 4 votos a 1, registrado em 11 de setembro, não permite a apresentação de embargos infringentes, recurso cabível apenas quando há pelo menos dois votos pela absolvição (placar de 3 a 2). Assim, o processo caminha para a sua etapa final.

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Próxima fase: trânsito em julgado

Mesmo com a rejeição dos recursos, a prisão dos condenados não é imediata. O próximo passo será a declaração de trânsito em julgado pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes — etapa que confirma o encerramento definitivo da ação penal, sem possibilidade de novos recursos.

Somente após essa declaração, Moraes poderá decretar a prisão definitiva de Bolsonaro e dos demais réus. Não há prazo legal para que essa decisão seja formalizada.

Situação atual dos condenados

Bolsonaro permanece em prisão domiciliar cautelar, determinada em outro inquérito — o que investiga o chamado “tarifaço dos Estados Unidos”. Caso a condenação seja executada, ele poderá ser encaminhado ao Presídio da Papuda, em Brasília, ou a uma sala especial da Polícia Federal.

A defesa estuda pedir a manutenção do regime domiciliar, alegando questões de saúde, como ocorreu no caso do ex-presidente Fernando Collor, que teve pena convertida para prisão domiciliar por motivos médicos.

Já os demais condenados — entre eles Walter Braga Netto, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Alexandre Ramagem — deverão cumprir pena em instalações militares ou em alas especiais da Papuda, conforme a determinação do STF.

A decisão desta sexta-feira representa uma vitória do relator Alexandre de Moraes e marca mais um capítulo decisivo no julgamento da tentativa de golpe de Estado que tentou impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

 
 
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