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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

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Casos de sarampo nas Américas aumentam 34 vezes em 2025

Opas emite alerta após mais de 10 mil registros e 18 mortes; Brasil confirma 24 casos, maioria no Tocantins.

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Casos de sarampo nas Américas aumentam 34 vezes em 2025
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O ano de 2025 trouxe um cenário preocupante para a saúde nas Américas: os casos de sarampo cresceram 34 vezes em comparação com 2024, segundo alerta emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Dez países registraram mais de 10 mil ocorrências da doença e 18 mortes, concentradas no México (14), Estados Unidos (3) e Canadá (1). No Brasil, foram confirmados 24 casos até o fim de agosto, sendo 19 apenas no Tocantins.

Embora o número de registros no país seja menor, especialistas reforçam que o risco permanece elevado devido à alta transmissibilidade do vírus. Para Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus da Fiocruz, é urgente ampliar a cobertura vacinal e atingir a meta de 95% de imunização, considerada essencial para a proteção coletiva.

O sarampo, altamente contagioso, pode causar complicações graves como pneumonia e encefalite. A vacinação é a única forma de prevenção. A doença chegou a ser erradicada nas Américas em 2016, mas a baixa adesão às vacinas nos anos seguintes aumentou a vulnerabilidade da população.

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Cenário de vacinação no Brasil

De acordo com a Opas, a maioria dos casos registrados em 2025 ocorreu em pessoas não vacinadas ou sem comprovação vacinal. A proteção plena exige duas doses, aplicadas aos 12 e 15 meses de idade no Brasil. Crianças sem ambas as doses seguem expostas.

Após anos de queda, a cobertura vacinal brasileira começou a reagir a partir de 2023. Em 2024, o número de municípios que atingiram a meta de 95% da segunda dose da tríplice viral mais que dobrou. Em resposta ao aumento de casos, o Ministério da Saúde tem reforçado campanhas em áreas de fronteira e em todo o território nacional.

Somente em julho, cidades de fronteira do Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia aplicaram cerca de 3 mil doses. Em agosto, todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul participaram da mobilização.

Para Siqueira, o êxito das estratégias depende do engajamento popular: “Esse trabalho só terá sucesso se contar com a participação da população. É preciso procurar o serviço de saúde diante de sintomas como febre e manchas vermelhas, além de manter a vacinação em dia”.

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