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Sexta-feira, 05 de Junho de 2026

Saúde

Empresa suspende transporte de pacientes graves em Rondônia por falta de pagamento

INSTRUAUD interrompe parte dos serviços após três meses sem receber da Secretaria Estadual de Saúde, agravando o risco de colapso hospitalar

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Empresa suspende transporte de pacientes graves em Rondônia por falta de pagamento
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O sistema público de saúde de Rondônia enfrenta uma nova e grave crise. A empresa INSTRUAUD – Sistema Integrado de Cuidados e Administração de Serviços em Saúde EIRELI – EPP, responsável por parte do transporte inter-hospitalar de pacientes graves, anunciou a suspensão temporária de suas atividades a partir da meia-noite desta sexta-feira (31/10).

A decisão foi formalizada por meio do Ofício nº 064/2025, que relata atrasos superiores a três meses nos pagamentos de serviços já executados e atestados pela Secretaria Estadual de Saúde (SESAU/RO). Estão em aberto os meses de julho, agosto e setembro, enquanto outubro está prestes a se somar à lista de parcelas não quitadas — situação que, segundo a empresa, inviabiliza a continuidade dos atendimentos.

Serviços paralisados e impacto na rede hospitalar

De acordo com a diretora técnica e administrativa da INSTRUAUD, Carla Ferreira Gomes Macedo, a situação financeira tornou-se insustentável, afetando diretamente unidades estratégicas como o Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro (HB), o Hospital João Paulo II (JPII), o SAMD, o AMI, e os hospitais de Extrema e São Francisco do Guaporé.

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A gestora ressaltou que a suspensão não implica em demissões imediatas, mas que a empresa está adotando medidas para preservar os direitos trabalhistas e cumprir as obrigações legais.

Apesar da paralisação, a INSTRUAUD continuará operando apenas os serviços vinculados ao contrato nº 1002/2022, ainda vigente. Todos os demais transportes de emergência e remoções inter-hospitalares estão suspensos até que o Governo do Estado regularize os pagamentos.

Risco de colapso

A interrupção agrava o cenário de colapso na saúde pública estadual, já que o transporte de pacientes críticos é essencial para o funcionamento da rede hospitalar. Sem esse suporte, remoções de urgência e emergência podem ser interrompidas, comprometendo o atendimento à população em diversas regiões do estado.

Posição da SESAU

Em resposta, a Secretaria Estadual de Saúde (SESAU/RO) afirmou, por meio de nota, que o caso “não se trata de um problema orçamentário”, mas de um processo em fase de reconhecimento de dívida, que segue rito administrativo diferenciado. O órgão garantiu que os pagamentos serão realizados assim que forem liberados pelos órgãos de controle interno.

A crise reforça os desafios de gestão e continuidade dos serviços essenciais na saúde pública de Rondônia, que volta a enfrentar instabilidade operacional em setores vitais para a população.

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