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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

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Harvard concede medalha W.E.B. Du Bois a Marielle Franco

Ativista brasileira é a primeira personalidade do país a receber a mais alta distinção da universidade nos Estudos Africanos e Afro-Americanos.

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Harvard concede medalha W.E.B. Du Bois a Marielle Franco
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A Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, anunciou a concessão da Medalha W.E.B. Du Bois de 2025 à ativista e vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018 no Rio de Janeiro. A cerimônia de entrega ocorre nesta terça-feira, 4 de novembro de 2025, no campus da instituição.

Marielle é a primeira brasileira e apenas a segunda latino-americana a receber a honraria, sucedendo a vice-presidente da Colômbia, Francia Márquez, premiada em 2024. Considerada a mais alta distinção de Harvard no campo dos Estudos Africanos e Afro-Americanos, a medalha reconhece trajetórias que fortalecem o legado intelectual e cultural das populações africanas e afrodescendentes. Entre os demais homenageados deste ano estão o cineasta Spike Lee e a atleta Brittney Griner.

O legado de Marielle

Nascida e criada no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, Marielle Franco construiu sua trajetória na defesa dos direitos humanos, atuando pelas causas das mulheres negras, das populações LGBTQIA+ e das periferias. Eleita vereadora em 2016, presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Câmara Municipal.

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O Instituto de Pesquisas Afrolatino-Americanas de Harvard (ALARI) destacou que a homenagem reconhece a intersecção entre militância, produção intelectual e ciência no campo afro-diaspórico. O diretor fundador do ALARI, Alejandro de la Fuente, afirmou: “Marielle Franco é vida. E a vida não se mata”.

A medalha leva o nome do sociólogo e ativista W.E.B. Du Bois, uma das figuras mais influentes do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos no século XX.

Justiça e investigações

Em outubro de 2024, os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados pelo assassinato de Marielle e de seu motorista, Anderson Gomes. Lessa, autor dos disparos, recebeu 78 anos e 9 meses de prisão, enquanto Élcio, que dirigia o carro, foi condenado a 59 anos e 8 meses.

As apurações indicam que os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão teriam encomendado o crime, com o ex-chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, apontado como responsável pelo planejamento e pela obstrução das investigações iniciais. O caso segue em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

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